"Lao-Tse conta que, um dia, um camponês perdeu seu machado. Ele o procurou, mas em vão. Então percebeu um dos vizinhos, que passava evitando seu olhar, e imediatamente suspeitou de que ele tivesse roubado seu machado.
O homem com efeito, tinha o comportamento de um ladrão de machado. seu rosto, usa expressão, sua atitude, seus gestos, as palavras que pronunciava, tudo revelava nele, sem a menos sombra de dúvida, um ladrão de machado.
O camponês estava a ponto de denunciá-lo, de acusá-lo publicamente e levá-lo diante de um juiz, quando encontrou seu machado, que tinha caído num mato, não longe dali.
Quando reviu o vizinho, este não apresentava o menor indício que pudesse evocar nele um ladrão de machado."
De Jean-Claude Carrière em sua ótima coletânea Contos filosóficos do mundo inteiro (2008, p.36).
(Lembro que a ideia deste blog é promover e compartilhar conteúdos escritos que julgo interessantes, seja pela criatividade, pela beleza estética, pela possibilidade de gerar reflexões, entre outros. Com isso é importante lembrar que a citação de autores aqui não deve ser entendida como concordância com posicionamento desses autores, e sim como uma proposta de gerar reflexão sobre os conteúdos apresentados tanto nos contexto original como em quaisquer outros contextos a que os textos, como parábolas, metáforas ou de qualquer outra forma possam promover reflexão)
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